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Quinta, 26 de novembro de 2015, 10h23 | Tamanho do texto: A- A+

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SES discute estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti

DANI DANCHURA/LORRANA CARVALHO
Assessoria/SES-MT

O crescente número de casos de dengue registrados em 2015 e também o aumento significativo de casos de microcefalia no estado, principalmente na região sul mato-grossense, que abrange 19 municípios, fez com que técnicos e secretários da Secretaria de Estado de Saúde (SES) iniciassem uma série de reuniões, desde terça-feira (24) para discutir a situação epidemiológica em Mato Grosso e as ações de controle e combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir dengue, chikungunya e zika.

O objetivo é construir o Plano de Ação Emergencial de Controle ao Mosquito Aëdes aegypti e de Assistência às Gestantes e Crianças com Microcefalia em Mato Grosso. Os dados relativos à situação epidemiológica do estado, incluindo casos de microcefalia, assim como as medidas a serem adotadas pela SES, serão apresentados durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27), às 14h30, no salão nobre Clóves Vettorato, no Palácio Paiaguás.


O secretário de Estado de Saúde Eduardo Bermudez destacou que, embora a área técnica da SES responsável pelo Programa de Controle a dengue, chikungunya e zika venha desenvolvendo ações específicas de monitoramento dos casos e combate vetorial, o cenário estadual é de emergência. “Estamos vivenciando uma situação de emergência em saúde pública em todo o estado quando falamos do mosquito e das doenças transmitidas por ele, portanto, é preciso tomar medidas emergenciais”, pontuou o secretário, afirmando ainda que “a SES vai trabalhar com o apoio do Governo do Estado e em conjunto com o Ministério da Saúde e dos municípios” para que uma força tarefa seja realizada, a fim de que o combate e o controle do mosquito Aëdes aegypti seja efetivo.


Em relação aos casos de microcefalia, a superintendente de Vigilância em Saúde, Maria de Lourdes Girardi, pontuou que serão seguidas as orientações do Ministério da Saúde sobre o processo de notificação, vigilância e assistência às gestantes e aos bebês acometidos pela doença. “Nossa equipe está acompanhando e investigando o aumento do número de casos de microcefalia que estão surgindo no estado. Daremos mais agilidade às investigações sobre as causas dessa má-formação”.


Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não é possível ter certeza sobre a correlação do aumento de casos de microcefalia registrado no país com o zika vírus e que está investigando os casos de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde, com o apoio de instituições nacionais e internacionais. "Ainda não é possível ter certeza sobre a causa para o aumento de microcefalia que tem sido registrado nos nove estados. Todas as hipóteses estão sendo minuciosamente analisadas pelo Ministério da Saúde e qualquer conclusão neste momento é precipitada. As análises não foram finalizadas e, portanto, continuam em andamento", informou o Ministério.


A primeira ação foi criar uma comissão técnica que irá elaborar um Plano de Ação Emergencial de Controle ao Mosquito Aëdes aegypti. “O intuito é propor medidas de emergência em saúde pública e construir uma estratégia agressiva de combate ao mosquito e controle dos agravos, além também intensificar os serviços de informações para que a população possa se sensibilizar e continuar com as ações, que são fundamentais para o controle vetorial”, afirma Maria de Lourdes.


Além de ações relacionadas aos serviços da vigilância em saúde e da atenção básica, no plano constarão informações referentes ao Protocolo Clínico para os casos de microcefalia, orientações quanto ao diagnóstico da síndrome e também sobre a notificação, assim como rede de atenção e apoio para as gestantes que apresentarem quadro clínico e para as crianças já nascidas com a má-formação.

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