IDIOMA

 
 
 
Serviços de A a Z
Terça, 06 de novembro de 2007, 12h29 | Tamanho do texto: A- A+

SAÚDE

Saúde capacita servidores da Segurança Pública em diagnóstico precoce da tuberculose e hanseníase

ANDERSON ACENDINO
Assessoria SES/MT
Davi Valle SES/MT
O treinamento foi dividido em dois dias onde, no primeiro, será abordada a Tuberculose e, no segundo dia, a Hanseníase
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), buscando novas parcerias para o enfrentamento da Tuberculose e Hanseníase, realiza entre os dias 06 e 07 de novembro na Escola de Saúde Pública (ESP) o treinamento de sensibilização dos profissionais de saúde do setor da Segurança Pública e Unidades Básicas de Saúde. O treinamento faz parte do projeto Capacitação de Assistência aos portadores de tuberculose e hanseníase, voltado para profissionais de saúde da Policia Militar, Sistema Prisional e Unidades Básicas de Saúde, com objetivo de levar informações sobre a Tuberculose e Hanseníase para dentro das corporações e presídios, visando aumentar o numero de descobertas e de cura de casos da doença.

Segundo a técnica da área da tuberculose da SES, Jacira Auxiliadora, o treinamento será dividido em dois dias onde, no primeiro, será abordada a Tuberculose e, no segundo dia, a Hanseníase. “A parceria com o setor de segurança pública é de suma importância uma vez que como a corporação militar tem um grande acesso a sociedade, fica mais fácil realizar o diagnóstico precoce dentro das corporações e presídios, além da possibilidade de poder diagnosticar um maior número de casos na sociedade”, disse ela.

A médica pneumologista da SES, Airdes Piveta ressalta que quanto maior for o número de pessoas engajadas na luta contra a tuberculose e Hanseníase, melhor será o resultado. A sensibilização foca principalmente orientar os profissionais de saúde da Segurança Pública para que tenham noção de como a doença se manifesta. “Uma de nossas preocupações e a possibilidade da doença se manifestar dentro de presídios e corporações militares, uma vez que como é grande o número de pessoas muito próximas ua transmissão da doença se dá de forma muito rápida”, disse ela, que ressalta ainda que, “se uma pessoas estiver com tosses a mais de três semanas sem motivo aparente, deve procurar as Unidades Básicas de Saúde, pois pode se tratar de Tuberculose”.

TUBERCULOSE – No ano de 2006 o Estado de Mato Grosso registrou 1.208 casos novos de tuberculose. O índice de cura foi de 68,5%, com uma taxa de abandono de 6,7%. O Estado trabalha para atingir um índice de 85% de cura e menos de 5% de abandono, conforme foi pactuado com o Ministério da Saúde.

Mato Grosso vem reduzindo o índice de abandono de tratamento da doença desde 1998, quando implantou a DOTS, sigla em inglês para Estratégia do Tratamento Supervisionado da tuberculose. A idéia é acolher o paciente, que deve tomar o remédio na unidade de saúde onde a enfermidade é diagnosticada, sendo que um profissional ou outra pessoa da família, parente ou amigo pré-orientado supervisiona o uso do medicamento pelo paciente, diariamente, pela duração de seis meses.

O tratamento envolve a ingestão diária de medicamentos por um período de seis meses. Porém a rápida ação do medicamento, que provoca principalmente o desaparecimento da tosse e dos sintomas, muitas vezes leva a pessoa a acreditar que já está curada e assim ela abandona o tratamento. Aí os sintomas reaparecem e o paciente volta a procurar o serviço de saúde. Quando esse processo se repete por mais uma vez o doente pode se tornar multirresistente ao medicamento prejudicando cada vez mais a cura.

Tosse com ou sem catarro por mais de três semanas, febre baixa no fim do dia, emagrecimento, perda de apetite, suadeira à noite, cansaço e dor no peito, pode ser tuberculose. A doença é grave, mas tem cura. O tratamento é gratuito e deve ser supervisionado. A orientação é que o usuário do SUS procure uma Unidade de Saúde e siga o tratamento correto até o fim.

HANSENÍASE - Mato Grosso registrou um total de 3.169 casos novos de hanseníase durante o ano de 2006. Deste número 56,46% refere-se a casos do sexo masculino. A faixa etária mais acometida pela doença vai de 20 a 49 anos, ou seja, quando os indivíduos estão no auge da idade produtiva.

O percentual de cura entre os novos casos é de 83%, mas a meta do Estado é alcançar 90% de cura dos casos diagnosticados. Todos os 141 municípios de Mato Grosso possuem ações de controle da hanseníase implantadas, com cobertura de 79,1% das Unidades Básicas de Saúde. Dos 3.169 casos registrados 52% foram de formas transmissíveis da doença, sendo que 7% dos casos registrados eram crianças com menos de 15 anos.

Saúde

Newsletter
Preencha o formulário abaixo para receber nossos boletins: