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Quarta, 31 de outubro de 2007, 17h18 | Tamanho do texto: A- A+

SAÚDE

Estado lança projeto de combate à Malária na fronteira Noroeste de Mato Grosso

JESIEL PINTO
Assessoria/SES-MT
Assessoria-Ses/MT
O projeto terá duração de um ano e atuará com equipes que se revezarão na zona de fronteira entre Mato Grosso e Rondônia, a cada 25 dias
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) lança, a partir de Novembro de 2007, o projeto “Ações Integradas e Contínuas para Controle da Malária na Região de Fronteira de Mato Grosso”. O projeto terá duração aproximada de um ano e atuará na zona de fronteira entre Mato Grosso e Rondônia. De Janeiro a Outubro de 2007 foram registrados 6.060 caso de Malária em Mato Grosso, sendo que grande parte desses casos ocorreram justamente na região da fronteira Noroeste.

Durante o período de validade do projeto equipes se revezarão, a cada 25 dias, na fronteira Noroeste. As equipes serão constituídas por supervisores de campo, microscopistas, agentes comunitários de saúde, agente de saúde ambiental, técnicos de imunização e motoristas. A meta do projeto de controle da malária na fronteira é reduzir, até o final do ano de 2008, 50% dos casos da doença na região.

A responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle da Malária, Siriana Maria da Silva, explicou que esse objetivo será alcançado em etapas. “Queremos obter 10% de redução da Malária na região de fronteira até o final de 2007, 20% no primeiro semestre de 2008 e 20% até o final de 2008. A partir desse período o objetivo é manter a redução nos meses subseqüentes, sempre em relação ao semestre anterior, tendo como base o número dos casos registrados no ano de 2006”, informou.

O projeto pretende capacitar profissionais de saúde para diagnóstico e tratamento da malária bem como o controle do vetor, delimitar áreas de assentamento, de garimpos, de madeireiras e mineradoras nas localidades próximas à fronteira, priorizando as regiões de maior risco de transmissão de acordo com o número de casos notificados. Os trabalhos começarão, a princípio, na localidade do Guatá e na Mineradora São Francisco na fronteira com Rondônia e serão conduzidos, no primeiro mês de atuação do projeto, pela equipe do nível central da SES No segundo mês (Dezembro/2007) a condução ficará a cargo da equipe técnica do Escritório Regional de Juína e assim sucessivamente.

Será realizada a busca ativa de casos, de malária e estudos entomológicos para observação da densidade, sazonalidade assim como a identificação de vetores com vistas a orientar as ações de controle do vetor. A parceria incluirá, ainda, atividades do setor de Educação em Saúde no decorrer das atividades de campo e terá o apoio técnico da Secretaria Municipal de Colniza.

O projeto “Ações Integradas e Contínuas para Controle da Malária na Região de Fronteira de Mato Grosso” é resultado de compromissos acordados na 4ª Reunião de Avaliação do Programa Estadual de Controle da Malária, em 2007, entre os Estados de Mato Grosso e Rondônia observando-se a Portaria número1.399 de 1999, artigo 2º.

Quando a primeira equipe do projeto chegar no Distrito do Guatá será realizada uma reunião com os profissionais envolvidos e gestores municipais e comunidade preparando para o dimensionamento do projeto, seus objetivos e definições de competências.

Num segundo momento a equipe se deslocará iniciando o ciclo de ações pertinentes, ou seja: a busca ativa de casos de malária, o diagnóstico e tratamento supervisionado dos doentes, levantamento entomológico, borrifação residual ou espacial, triagem e vacinação, sempre acompanhados de palestras de Educação em Saúde sobre a doença, proteção individual, controle do vetor e a importância da adesão ao diagnóstico e ao tratamento.

“A continuidade do projeto será garantida pelo sistema de saúde do municípios de fronteira em que as ações forem executadas, o que será formalizado através de documento onde constará o comprometimento das partes envolvidas. Esse documento deverá, para maior garantia, ser apresentado em reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB)” ressaltou Siriana Maria.

A fronteira com o Estados de Rondônia apresenta características que favorecem a expansão da Malaria, segundo Siriana Maria. “É uma região na qual não há controle do fluxo migratório, grande parcela da população está envolvida em atividades de desmatamento e garimpo, as residências estão aglomeradas em grupos sem infraestrutura adequada, em áreas de difícil acesso com condições climáticas hostis nas quais se acentuam em períodos chuvosos prolongados e com temperaturas elevadas”, explicou a técnica.

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