IDIOMA

 
 
 
Serviços de A a Z
Quarta, 25 de novembro de 2015, 14h49 | Tamanho do texto: A- A+

EDUCAÇÃO ESPECIAL

Seduc capacita profissionais de 40 municípios

Ao todo, serão capacitados 60 profissionais da educação, sendo 38 professores e formadores Cefapros de diversos municípios e 22 professores de Cuiabá e Várzea Grande.

ALINE COELHO
Assessoria/Seduc-MT

Aline Coelho / Assessoria Seduc-MT
http://www.mt.gov.br//storage/1/webdisco/2015/11/25/274x176/2f244cab1b1fc4635cd54018ce9d9f8e.jpg

Professores e formadores dos Centros de Formação e Atualização de Profissionais da Educação Básica (Cefapros) de 40 municípios de Mato Grosso participam da Formação Continuada na área do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O evento, que começou nessa segunda-feira (23) e se estende até o dia 13 de dezembro, em Cuiabá, é realizado por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

A formação vai subsidiar os profissionais para o atendimento educacional especializado. Serão tratados temas como a aprendizagem sob o ponto de vista da neurociência, orientações sobre os cuidados com o aluno com deficiência motora, o histórico da educação especial, marcos legais e a proposta atual. Serão capacitados profissionais da educação, sendo 38 professores e formadores Cefapros de diversos municípios e 22 professores de Cuiabá e Várzea Grande.

Os profissionais dos Cefapros serão multiplicadores das ações inclusivas nos municípios. Como é o caso de Deiriany Moraes Saffe que atua há mais de 10 anos na educação especial. “Essa formação é muito importante, pois a todo o momento nos deparamos com situações novas. Precisamos nos capacitar e nos adaptar as tecnologias para incluir os alunos”, afirma.

Os professores que participam da formação atuam em salas de recursos multifuncionais, que são equipadas com materiais didático-pedagógicos, mobiliário e softwares para diminuir as barreiras do aprendizado para os alunos com deficiência ou que necessitam de atendimento especial. O atendimento ao aluno é realizado no turno oposto ao que ele frequenta a escola comum. Nesse ambiente são produzidos materiais e recursos didáticos que garantem a acessibilidade do aluno com deficiência aos conteúdos curriculares.

Essa semana a formação é realizada pela educadora Maria Aparecida Ramires Zulian, mestre em educação e membro do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA). Nessa terça-feira (24), a professora explicou os primeiros passos da inclusão do aluno especial em sala de aula, como se portar, falar. Depois é discutida a relação professor/aluno, envolvendo o estudante nos conteúdos e didáticas. Por fim, o trabalho do educador é desenvolver a função residual potencial com a tecnologia disponível, como cadeira de rodas, teclado adaptado e soroban (instrumento para cálculo).

“A proposta é preservar a capacidade do aluno em fazer e colaborar para que o estudante esteja funcional. Para isso, são necessárias adaptações, desenvolvimento de recursos de tecnologia para favorecer as funções dos alunos. Ou seja, capacitar os educadores para identificar os recursos que irão colaborar com esse estudante e o treinar o aluno para usá-lo num processo de educação inclusiva", pontua Maria Aparecida Zulian.

A professora ainda destacou a importância dos investimentos e atenção a educação especial por parte do estado. Maria Aparecida conta que começou a trabalhar com crianças pequenas com lesões neurológicas graves há mais de 30 anos. O problema veio no momento em que os alunos cresceram e entraram em idade escolar. Não havia uma política de educação inclusiva para inseri-las na escola regular. “Para matricular essas crianças era uma grande luta, e depois de inseridos nesse ambiente, as escolas não aceitavam as orientações dos terapeutas ocupacionais”, relata.

Para a professora o panorama da educação especial está muito diferente hoje, quando a inclusão nas escolas é direito e o estado investe em capacitação e tecnologia.

AEE

O atendimento educacional especializado é uma modalidade de ensino que tem como objetivo identificar as necessidades e possibilidades do aluno com deficiência e elaborar planos de atendimento, visando o acesso e a participação no desse aluno em escola comuns.

Newsletter
Preencha o formulário abaixo para receber nossos boletins: