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Quarta, 25 de novembro de 2015, 09h43 | Tamanho do texto: A- A+

PARALÍMPIADAS ESCOLARES

Mato Grosso é representado por onze para-atletas em Natal

VIVIANE SAGGIN
Assessoria/Seduc-MT

 

José Medeiros/Gcom-MT
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Natal, RN - Começaram nesta quarta-feira, 24, em Natal (RN), as competições da edição 2015 das Paralimpíadas Escolares. Neste ano, o evento reúne mais de 700 atletas de 12 a 17 anos representando 24 estados, o Distrito Federal e o Reino Unido nas disputas em oito modalidades: atletismo, natação, bocha, goalball, judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e futebol de 7. Mato Grosso é representado por onze atletas, em cinco modalidades, dos municípios de Cuiabá, Itaúba, Colíder, Santo Antônio de Leverger e Primavera do Leste.

Maior competição do mundo entre atletas paralímpicos em idade escolar, o evento é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro desde 2006 – em 2009 ganhou o formato de disputa atual – e tem como objetivo fortalecer o esporte paralímpico desde sua base. Desta forma, os melhores colocados de cada modalidade, gênero e classe ainda serão contemplados pelo Bolsa Atleta de nível escolar.

Desde sua criação, as Paralimpíadas já foram a vitrine de grandes nomes do esporte brasileiro, como Alan Fonteles, campeão nos Jogos de Londres-2012, e medalhista nos mundiais de Lyon-2013 e Doha-2015; Lorena Spoladore, campeã mundial em Lyon e medalhista de prata em Doha no salto em distância; Leomon Moreno, medalhista de prata em Londres e campeão Mundial em Espoo (FIN), em 2014; e a nadadora Esthefanny Rodrigues, medalhista no Mundial de Glasgow-2015 e nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015.

Esta é a primeira vez que a competição é disputada em Natal, e por ser na região Nordeste, os estados do Norte e Nordeste dominam as delegações participantes da competição – 14 entre as 26 inscritas. As maiores campeãs gerais, no entanto, são da região Sudeste. São Paulo já venceu quatro vezes e Rio de Janeiro, três. No ano passado, contudo, Santa Catarina foi o estado vencedor e encerrou a hegemonia do eixo Rio-São Paulo.

A cerimônia de abertura contou com a participação de representantes de todas as delegações, do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons - que declararam a importância do esporte como fator de integração social.

Delegação de MT

Mato Grosso estreia nas Paralimpíadas Escolares nesta edição, ação que pretende fomentar a prática do esporte entre as pessoas com deficiência e para-atletas do Estado. A delegação é composta por 27 pessoas, entre atletas, técnicos, médica, enfermeira e oficiais. O chefe de delegação é o superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência da Casa Civil, Marcione Mendes de Pinho.

Na modalidade de atletismo participam da competição o cuiabano Alyson Souza Nunes, 17 anos, nos 100 metros, e Matheus Santana da Cruz, 16 anos, de Santo Antônio de Leverger, e Alexssandra Pereira Guimarães, 15 anos, de Cuiabá, no lançamento de dardo - ambos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da capital, e Maria Lucilene França, 15 anos, estudante da Escola Estadual Papa João Paulo II e da APAE de Itaúba, nos 400 metros,. A equipe é acompanhada pela técnica Maria Regina de Arruda, com apoio do professor de educação física da instituição Paulo César Salomão.

Pela natação competem Natã Mendonça dos Santos, 14 anos, aluno da Escola Municipal Fábio Ribeiro da Cruz, em Colíder, e Rai da Silva Souza, 17 anos, estudante da Escola Estadual Leônidas Antero de Matos, de Cuiabá. A equipe é coordenada pela técnica Leiner Renata Botan.

No tênis de mesa, Mato Grosso conta com a paratleta Samara Pinho da Silva, 14 anos, da APAE de Cuiabá, sob comando do técnico Willian Luiz da Silva.

O time de goalball é composto por Thalles Sampaio, 17 anos, e Wesley Rodrigues, 15 anos, estudantes do Ceja Antônio Casa Grande, de Tangará da Serra, e Paulo Isac da Silva, 16 anos, da Escola Estadual Almira Amorim Silva, de Cuiabá. O técnico é Marcelo Gomes Alexandre e o auxiliar técnico é o professor Jonas Juvenal da Silva. Ainda pouco conhecido, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso a visual. A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores titulares. De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária.

Sob comando do técnico Leopoldo Rafael Neto e apoio do professor Paulo César Salomão, a paratleta campeã estadual Gleise Chafrão, da APAE, de Itaúba, é a representante na modalidade do judô.

Dois atletas que compõem a delegação não conseguiram passar em exames classificatórios, realizados pela organização do evento: Willian Henrique dos Santos, 15 anos, da Escola Estadual Pedro Alberto Tayano, de Tangará da Serra, e Muller da Silva, 16 anos, da Escola Estadual André Avelino e da APAE de Cuiabá. Mas eles participam das atividades e estão torcendo para os colegas.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer de Mato Grosso, Pedro Luiz Sinohara, que esteve na cerimônia de abertura, destacou que a participação do Estado é um marco histórico no paradesporto mato-grossense. Segundo ele, mais que levar medalhas para casa, a delegação tem a responsabilidade mostrar para outras pessoas com deficiência, que elas podem praticar esporte, inclusive representar seu município, seu estado, em competições como esta. “Esses adolescentes são desbravadores e serão referência para outros jovens. O resultado é o que menos importa neste momento”, declarou, destacando que espera no próximo ano, que os atletas sejam selecionados em competições realizadas por todo o estado, e não apenas convocados, como foi para esta competição.

O objetivo da delegação também é buscar experiência para que em um futuro próximo, talvez em 2018, levar para o Estado as Paralimpíadas. “Nossa intenção é de em 2016 realizarmos nosso estadual, ganhando expertise para o evento em nível nacional”.

De acordo com Sinohara, o governo de Mato Grosso tem compromisso não apenas com esporte de alto rendimento, na categoria escolar, mas também com a diversidade. Um exemplo são Jogos Indígenas realizados este ano em campo Novo dos Parecis, e as O´limpíadas da Terceira Idade, que serão realizadas em dezembro, em uma parceria da Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado.

Demonstrações

Nesta edição, o evento ainda conta com atividades fora das disputas por medalhas. Nos três dias de provas, os participantes ainda poderão conferir o parabadminton, modalidade que fará parte do programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. Para isso, a organização montou uma quadra e conta com a presença da atleta Cintya Oliveira e da técnica Marta Cristina Lopes. As duas mostrarão equipamentos aos interessados e farão demonstrações no Centro de Convenções da capital potiguar.

Paralimpíadas

O vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Ivaldo Brandão, e as atletas Joana Neves, nadadora da seleção principal, Esthefany Rodrigues, nadadora que compete nesta edição e também integrante da seleção principal, e Geovana Moura, atleta do goalball que pela terceira vez representa o Rio Grande do Norte nas Escolares, participaram de um evento de apresentação da competição, na manhã de terça-feira (24.11).

O quarteto atendeu a imprensa local e ressaltou a importância da competição ser realizada em terra potiguar. Para Ivaldo Brandão, o estado é um celeiro de bons atletas e precisava receber um evento do tamanho das Paralimpíadas Escolares. “Não só o estado, mas toda a região Nordeste revela muita gente boa. E saindo um pouco do Sudeste, podemos criar novas oportunidades, encontrar novos valores e também chamar atenção para que a cidade possa melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência”, afirmou Brandão.

Para ele, as conquistas brasileiras em competições internacionais já despertam a atenção de outros países. Representantes da Europa e da América Latina estão interessados em convênios para se aprofundar no paradesporto. “Nós podemos oportunizar novos valores para que possam, de uma forma geral, aumentar a nossa base de sustentação para o desporto de alto rendimento. Se a gente não conseguir transformar a escola como um polo irradiador de boas ações, a gente não vai conseguir melhorar lá na frente”, analisou.

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